Contra-Corrente

Contra-Corrente

O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Episode's summary

Este episódio analisa o impacto histórico e geopolítico do 11 de setembro, questionando se o evento foi um divisor de águas ou apenas um epifenómeno na história da humanidade. A discussão explora a transição de uma ordem mundial unipolar para a complexidade da globalização, abordando a ascensão da China, o declínio da hegemonia americana e as transformações na segurança global. Os interlocutores debatem a evolução das ameaças terroristas — do modelo organizado da Al-Qaeda à descentralização no Sahel — e como estas mudanças moldaram a percepção de segurança e vigilância nas novas gerações. O debate abrange ainda as crises migratórias na Europa, o papel da tecnologia e as consequências das intervenções militares americanas para o equilíbrio de poder entre grandes potências.

Chapters

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Highlights

V.S. Naipul, Prémio Nobel da Literatura, disse que, nos arquivos da história, o 11 de setembro de 2001 acabaria por ser recordado como um acontecimento menor, um epifenómeno que em nada alterou o rumo da humanidade.

00:00:38 · O apresentador introduz a provocação central do debate sobre a relevância histórica dos ataques.

11 de dezembro de 2001, a China entra na União Mundial do Comércio.

00:10:02 · O locutor aponta uma data crucial que alterou a economia global através da integração chinesa.

a primeira ideia que me parece que deve ficar sublinhada é efetivamente esta, do alargamento das ameaças convencionais às ameaças transnacionais

00:25:47 · Liliana Reis explica como o conceito de segurança expandiu para incluir atores não estatais e terrorismo global.

esse dinheiro que foi canalizado para três guerras, se fosse canalizado para a parte interna e económica, se calhar não tirava a atenção dos Estados Unidos, do Médio Oriente, e poderia estar muito mais atento à China.

00:58:39 · O convidado argumenta que o custo financeiro das intervenções no Médio Oriente desviou recursos estratégicos que poderiam ter sido usados para lidar com a ascensão chinesa.

O problema dos atentados não está no número de vítimas, está no terror permanente que assenta na população e no seu objetivo político que se pretende.

01:10:24 · A fala destaca que o impacto real do terrorismo é a instabilidade psicológica e social gerada, e não apenas a letalidade imediata.

Episodes

2167-

11 de Setembro de 2001. O que mudou no mundo? — Debate

Este episódio analisa o impacto histórico e geopolítico do 11 de setembro, questionando se o evento foi um divisor de águas ou apenas um epifenómeno na história da humanidade. A discussão explora a transição de uma ordem mundial unipolar para a complexidade da globalização, abordando a ascensão da China, o declínio da hegemonia americana e as transformações na segurança global. Os interlocutores debatem a evolução das ameaças terroristas — do modelo organizado da Al-Qaeda à descentralização no Sahel — e como estas mudanças moldaram a percepção de segurança e vigilância nas novas gerações. O debate abrange ainda as crises migratórias na Europa, o papel da tecnologia e as consequências das intervenções militares americanas para o equilíbrio de poder entre grandes potências.

11 Sep 2026
2166-

Será que o mundo mudou mesmo com o 11 de Setembro de 2001?

O episódio Controcorrente debate o impacto histórico dos ataques de 11 de setembro de 2001, confrontando a visão do Nobel V.S. Naipul, que considerou o evento um epifenómeno, com as transformações globais subsequentes. A discussão explora se o atentado alterou o rumo da humanidade ou se apenas sinalizou o fim de uma era de ilusão da ordem liberal unipolar. São abordados temas como a ascensão da China na Organização Mundial de Comércio, o impacto do jihadismo islâmico e as mudanças estruturais na economia global e na segurança mundial.

11 Sep 2026
2165-

PISA 2025. O que está a falhar na educação? — Debate

Este episódio analisa a crise no sistema educativo português, focando na queda dos resultados nos testes PISA e nas consequências das políticas de redução da exigência curricular implementadas desde 2016. Os interlocutores debatem o desmantelamento de pilares como as avaliações padronizadas e o impacto do facilitismo na qualidade do ensino. A discussão aborda ainda os desafios da era digital, como a perda de capacidade de concentração, e propõe uma abordagem 'back to basics'. O debate destaca a necessidade de restaurar o rigor nos currículos e exames, defendendo que a educação só pode cumprir o seu papel de ascensor social se for pautada pela exigência e pela responsabilidade.

10 Sep 2026
2164-

O PISA 2025 , o ex-ministro e o que tem de mudar na Educação

O episódio discute os resultados preocupantes dos testes PISA 2025, que revelam uma queda significativa nas competências de português e matemática em Portugal. O debate foca nas consequências das políticas educativas implementadas a partir de 2016, questionando a redução do grau de exigência curricular e a perda de importância da avaliação contínua. A análise compara o cenário português com o do Reino Unido, destacando como reformas baseadas em maior rigor e autonomia escolar na Inglaterra ajudaram a recuperar posições, enquanto modelos menos estruturados resultaram em retrocessos. O debate propõe a necessidade de currículos sólidos, avaliação eficaz e maior autonomia para as escolas adaptarem-se às suas realidades locais.

10 Sep 2026
2163-

Truque de Montenegro venceu moção de censura? — Debate

Este episódio analisa as recentes medidas fiscais em Portugal, incluindo o bónus para pensões e a descida do IRS, contrastando-as com políticas como o IVA Zero e os descontos nos combustíveis. O debate foca na eficácia destas ajudas, questionando se beneficiam as camadas mais vulneráveis ou se acabam por subsidiar classes altas e empresas de forma ineficiente. A discussão aborda ainda os desafios da transição energética, a volatilidade dos preços do gás natural devido a tensões geopolíticas e o impacto das políticas de sustentabilidade no custo de vida. Por fim, os interlocutores refletem sobre a gestão das contas públicas, a importância do uso de dados administrativos para políticas mais precisas e as deficiências estruturais na educação e saúde no país.

09 Sep 2026